21.6.11

Sobre lojas

Se eu não fosse seja lá o que eu sou hoje, eu teria uma empresinha. Empresinha querendo dizer uma lojinha. Tipo uma livraria. Ou uma papelaria. Ou uma loja de coisas crafts e material de arte, cheio de botões, tintas que não sei usar e giz papel. Ah, e papel colorido. Por toda a loja, de todos os tipos. E canetas bonitas e lápis com penduricalhos bonitos e inúteis. E aqueles clipes gigantes que custam caro e nunca realmente usamos. E daqueles durex coloridos. Porque toda boa papelaria/loja de crafts é recheada de coisas bonitas e inúteis.

Acho que o que eu mais queria ter era um bom sebo. Cheio de livos interessantes com capas bonitas. E livros de arte que não custam 500 reais. E quadrinhos, um montão deles. E livros raros. E aqueles bem velhos que cheiram bem. E aqueles que têm cartas de amor no meio. Eu deixaria as cartas de amor no meio como brinde. Acho bonito, declarações e dedicatórias pra pessoas estranhas e antigas, das quais sabemos apenas o nome e quiçá a data.

Mas uma coisa que eu sempre pensei em ter, no tempo que eu sonhava em ser cineasta, era abrir um cinema. Daqueles meio cineclube, no meio da rua, fora de shoppings center, que passaria filmes fora do circuito comercial e filmes antigos, à minha escolha e à escolha dos clientes, que sempre chegariam pedindo filmes antigos de países distantes e que eu conheceria pelo nome. E meu cinema teria uma exposição de cartazes de filmes diferentes. E teria cadeiras de tecido vermelho, porque todo bom cinema tem cadeiras de tecido vermelho. E pipoca doce, claro.

2 comentários:

sobrefatalismos disse...

Eu vou nesse cinema com cara de Amélie Poulain. Aliás, só vou em cinemas com poltronas vermelhas.
Namoro constantemente vitrine de papelarias.
Quando foi que você ficou tão delicada?

Becky disse...

Eu iria nesse cinema só pq seria voce que escolheria o filme.