26.8.10

"eu tenho que ir embora", ele disse. "então você continua sozinha."

estavam numa roda de umas quatro pessoas, discutindo qualquer coisa, enquanto o casal se acarinhava. enquanto ela procurava a faca na bolsa, ele tirou o pênis das calças. ela delicadamente cortou a glande para si e segurou-o entre as duas mãos fechadas. a cabeça cresceria novamente mais tarde, não era a primeira vez que faziam isso.

sozinha na festa, beatriz andava procurando um local tranqüilo para degustar do pedaço de seu namorado. sentou em um canto iluminado, pensando em seu objetivo. morder, mastigar, engolir.

logo surgiram duas ou três garotas conversando sobre esmaltes e maquiagens. beatriz apertou seu amor dilacerado mais fortemente entre as mãos. não queria que ninguém visse, que ninguém quisesse o que ela tinha. as garotas riam enquanto começavam a pintar as unhas umas das outras. uma delas sugeriu que beatriz fizesse o mesmo. ela olhou as próprias mãos fechadas, com esmaltes descascados e um vermelho-alaranjado desbotado. quis muito retocar as pontas dos dedos.

mas ela não soltaria a carne que protegia nas mãos por nada de mais bonito no mundo.

5 comentários:

Gabriela Couth disse...

omg, que coisa mais surreal! fico feliz por não ser um homem e ter que involuntariamente imaginar a minha glande sendo cortada como um miolo de alcachofra...

mas enfim.
porque as garotas malditas só falam de esmaltes e maquiagens hoje em dia, hein?

beijo!

carlos massari disse...

sério que cresceria novamente mais tarde?
bom, de qualquer forma, nunca vou tirar a prova.

gabi disse...

Sempre tomo sustos com seu blog hahaha

Marcos disse...

Eu tenho um negócio com esmalte. Mas entendi a hierarquia glande-tinta.

Kamilla Barcelos disse...

Que surreal! Me lembrouum pouco os filmes de um diretor italiano, que no momento me fugiu o nome!

Amei seu texto, criativo, interessante!