21.1.10

do caprincho.

levou dois dias esquematizando o convite ideal. fez frente e verso combinando, lindos, uma obra de arte grafica. pin-ups, combinação de texturas vitorianas e tipografia escolhida a dedo. comprou um bloco inteiro de papel texturizado para fazer quantas impressões fossem precisas até que ficasse perfeito. foi à gráfica próxima de casa. detestou o primeiro resultado. foi procurar outro estabelecimento mais distante. a primeiro cópia ficou perfeita. da segunda em diante, a tinta falhava cada vez mais. depois de horas brigando com a impressora, até que saísse qualquer coisa melhor que aceitável, descobriu que seu querido cartão magnético não seria aceito na loja. teve que rodar a cidade atrás de um banco. encontrou, pagou, foi embora. comprou lindos envelopes cor de vinho, quase da mesma cor do fundo do convite. um tom sobre tom. envelopes pequenos, delicados. adquiriu adesivinhos redondinhos, prateados, combinando com a caneta prateada para escrever endereços. treinou a caligafria antes de anotar os nomes das convidadas. tomou muito cuidado para não ceder à fraqueza habitual do tremor das mãos. percebeu que o adesivo lindo era pequena demais para assegurar que o envelope ficasse fechado por todo o seu trajeto. decidiu fazer bom uso da goma colante disponpivel nas agências dos correios.

à primeira pincelada, percebeu como aquilo havia sido uma péssima idéia. litros de cola escorriam dos lugares delimitados, enrrugando a superfície do envelope, colando um envelope ao outro, tirando toda a beleza de tudo que havia sido trabalhado com tanta calma até então. não tinha envelopes o suficiente para trocá-los. teve medo de os envelopes agora estarem grudados aos convites. realmente não queria que os convites fossem estragados.

com dor no coração, humilhada pela simples existência da goma, entregou à funcionária dos correios os convites de pin-ups e texturas vitorianas, envoltos de lindos envelopes cor de vinho, lacrados com delicados adesivos prateados, que combinavam com a caligrafia caprichada em tinta prateada. tudo isso embrutecido pela goma colante em excesso.

20.1.10

Haiti

O país sempre esteve em maus lençóis. Precisam de um desastre natural pras pessoas verem isso e colaborarem. Coitados dos países em guerra civil na África. Ninguém dá dinheiro pra eles.

31.12.09

Avatar

Prefiro o filme do Final Fantasy. Revolucionário digitalmente, sem pretensão nenhuma a não ser traduzir um videogame e sem o incômodo do óculos 3D que não fez a menor diferença.

22.12.09

É até poético uma menina que sempre foi escolhida pelos seios escolher os namorados pelo pênis.

18.12.09

O Blu-ray com 3D chega em 2010.

Já leram Admirável Mundo Novo, onde tem um sensor de sentidos e é possível sentir o beijo do casal da tela de cinema? Pois é. Tenho medo do futuro.

Update: E parece quemais pessoas gostaram da idéia.

12.12.09

superficial

- desculpe.

- mas por quê?

- não me leve a mal. eu te amo. de verdade.

- mas...?

- mas é que eu odeio... odeio... ah! como odeio!

(pausa dramática)

- ... todos os seus amigos.

7.12.09

fragmentos.


- por que você fala tão pouco?
- eu falo pouco?
- sim. você quase não fala.
- é porque as outras pessoas falam demais.
- é?
- é.

(longo silêncio)

- elas falam tanto que não param pra ouvir as outras. e eu não gosto de falar para o nada. gosto que as pessoas me escutem. que prestem atenção. além disso, eu sempre lutei ao máximo pra não me tornar uma daquelas pessoas que falam demais e, em geral, só falam bobagem. eu gosto de dizer só o que eu acho válido. no tempo certo. sem muitas firulas.
- mas a vida é feita de trivialidades também. a gente pode conversar sobre qualquer coisa.
- qualquer coisa não merece necessariamente ser dito.
- isso é tão parnasiano.

5.11.09

tudo que eu achei do twitter

eu achava o twitter idiota do lado de fora. então eu resolvi entrar, porque achei algumas premissas interessantes. e achei meio... meio... sufocante.

se vc fica 3 horas sem entrar na rede, já precisa voltar a telinha umas 3 vezes para conseguir ler tudo - isso porque pessoalmente só sigo umas 80 pessoas, imagine quem segue umas 500, daquelas que postam o dia inteiro. e as pessoas que mais postam no twitter são, de maneira geral, as que menos têm o que falar. é quase televisão. hoje é dia de maria passou em 5 episódios às 11h da noite. mas faustão passa há 30 anos, durante umas 9 horas todos os domingos.

eu entrei no twitter pra valer pra acompanhar posts de sites grandes, como o smashing magazine e o zupi, sites de design que eu, geralmente, não dou conta de ler inteiros. achei que facilitaria minha vida. pelo contrário, os links interessantes se perdiam no meio de links menos importantes e posts estranhos - inclusive do twitter da minha cidade. resolvi seguir a bbc brasil, também, pra me manter mais informada. mas, igualmente, os cabeçalhos das notícias vêm cortadas. eu teria que abrir link por link pra conseguir ler o subtítulo! isso se o título em si não for grande demais. prefiro ler o G1 ou a página inicial do uol, consigo informações mais completas, em bem menos tempo.

uma vez eu li a introdução de um livro sobre televisão muito interessante. entre outras coisas, ele argumentava que as pessoas não assistem programas, elas assistem TV. que toda a programação da TV era um grande fluxo. os programas, os anúncios, as vinhetas, tudo era informação jogada para o espectador, de forma que nada fosse realmente importante por si só. tudo só é uma grande massa de coisas. o twitter é mais ou menos assim. absorve-se uma informação e já pula-se para outro, completamente diferente - e não muito mais relevante. quase televisão, nas raríssimas ocasiões onde eu tento assistir TV e meu irmão fica zapeando os canais.

eu devo ser meio antiqüada. gosto de parar para ler as coisas que julgo importante, sem ter que me preocupar de que ainda tenho 300 links pra ler (por isso jamais assinei um feed também nunca aprendi como funciona, mas isso é segredo).

mas não me levem a mal. eu gosto de ler o que todo mundo está fazendo. tem gente que diz isso de uma maneira espetacularmente divertida. eu só não gosto de dizer o que EU estou fazendo o tempo todo e, em geral, guardo links apenas para mim mesma, porque sou egoísta.

por ora, twitter serve como palco. e eu sou só platéia, com medo de me envolver demais.

2.11.09

eu já tinha feito um twitter antes. abri, olhei pra todas as pessoas e todas as coisas que eu poderia seguir e fiquei com taaaanta preguiça de continuar. mas, por ora, acabei me rendendo. vamos ver até quando vai. de qualquer jeito, me sigam.

28.10.09

- quantas mais histórias de amor haverão de inventar?

- quanto mais tempo há no mundo?

15.10.09

antropologia

toda vez que eu vejo filmes antropológicos de índios, eu fico me perguntando se caso eu não usasse sutiã, meus seios seriam caídos daquele jeito.

12.10.09

é só em são paulo que feiras de artesanato têm coisas industrializadas. adoro.

1.10.09

quer dizer então que você ainda lembra de mim? ótimo.

8.9.09

as pessoas são bonecas de pano, remendadas com retalhos diferentes das pessoas e situações e lugares e sonhos e livros e discos e filmes e pinturas distintos que houveram em cada uma de suas vidas.

18.8.09

...e o pior, crianças, é ter que esperar.

7.8.09

- E o chuveiro tem algum segredo?
- Não. Nenhum.

Depois do banho tomado, tive medo, durante toda aquela semana, de simplesmente entrar no chuveiro.

31.7.09

É legal quando seu artista preferido recebe uma exposição num dos museus mais importantes do mundo. Preciso ir pra Nova Yorque...

7.7.09

bloqueio criativo.



brincou de ser criativa. escreveu, desenhou, contou todas as histórias que conhecia. tudo tirado da própria cabecinha.

um dia, a fonte acabou.

sentou no chão e chorou, sem saber o que fazer.

3.7.09

Lembram desse post? Pois é. Ele vai virar filme.

22.6.09

People believe, thought Shadow. It's what people do. They believe. And then they will not take responsibility for their beliefs; they conjure things, and do not trust the conjurations. People populate the darkness; with ghosts, with gods, with electrons, with tales. People imagine, and people believe: and it is that belief, that rock-solid belief, that makes things happen.

-American Gods, Neil Gaiman




só pra tirar as teias de aranha.