- E o chuveiro tem algum segredo?
- Não. Nenhum.
Depois do banho tomado, tive medo, durante toda aquela semana, de simplesmente entrar no chuveiro.
7.8.09
31.7.09
É legal quando seu artista preferido recebe uma exposição num dos museus mais importantes do mundo. Preciso ir pra Nova Yorque...
7.7.09
3.7.09
22.6.09
People believe, thought Shadow. It's what people do. They believe. And then they will not take responsibility for their beliefs; they conjure things, and do not trust the conjurations. People populate the darkness; with ghosts, with gods, with electrons, with tales. People imagine, and people believe: and it is that belief, that rock-solid belief, that makes things happen.
só pra tirar as teias de aranha.
-American Gods, Neil Gaiman
só pra tirar as teias de aranha.
26.5.09
então, o post tá atrasado porque eu fiquei até agora comemorando (no Burger King, pensando se era vantajoso comprar um copo do Star Trek, discutindo ficção científica, runas e sexo entre esqueletos e sereias com meus amigos tão ou mais nerds que eu). de qualquer jeito...
feliz dia internacional do orgulho nerd!!
e, pra comemorar:
feliz dia internacional do orgulho nerd!!
e, pra comemorar:
8.5.09
quando a virtualidade contamina a realidade
ele: teve festa no msn ontem. um amigo meu gravou os batuques e mandou pra galera e a gente ficou conversando.
eu: e aí, pegou alguém? hehe
ele: acho que sim.
eu: ???
ele: ela ficava me seguindo pra todo lugar que eu ia.
isso foi há uns 4 anos. não consigo entender até hoje.
3.5.09
Na cúpula do topo do mundo, havia uma enorme mesa redonda de madeira escura, muito bem polida, a ponto de brilhar, refletindo os rostos daqueles que se encontravam ao seu redor. Sentados nas cadeiras da mesma madeira polida, mas revestidas de almofadas cor de mostarda no assento e no encosto para as costas e para a cabeça, estavam os donos do mundo. Era um para cada país, decidindo em uníssono o que seria levado para cada um de seus domínios. Eram todos gordos, principalmente aqueles dos países ricos e frios: alimentavam-se de desesperança, desespero, risos falsos. Riam muito, de boca aberta, risadas altas e escandalosas. Refletindo pelas paredes, as gargalhadas enchiam todo o prédio e vazavam pelas janelas. Do lado de fora, as criaturas mais belas e as plantas mais perfumadas - aquelas que habitavam somente essa região do topo do mundo - se perguntavam do que tanto riam aqueles homens gordos e contentes.
Riam da melhor decisão que já tiveram: criar grupos de militantes, que fariam com que aquelas ovelhas negras que, logicamente, começavam a nutrir dúvidas em relação ao sistema, achassem conforto. Apesar de serem facilmente controlados, alguns seres humanos pensavam um pouquinho. Em toda a sua imaginação, chegavam a perceber que havia algo errado, que alguém, certamente, os estava controlando. Bobagem, diziam os mais competentemente manipulado, Não existe nenhuma cúpula do mundo decidindo seu futuro. Mas há, sim. Existe uma cúpula decidindo o futuro, outra determinando o presente e uma última executando o passado. Apesar disso, os donos do mundo não gostam de ser indentificados. Assim, criaram líderes revoltosos: artistas, ativistas políticos, estudantes - pessoas de pouca importância - a fim de alimentar o menos possível todo um futuro de garotos que pensam ser possível mudar o mundo.
Riam da melhor decisão que já tiveram: criar grupos de militantes, que fariam com que aquelas ovelhas negras que, logicamente, começavam a nutrir dúvidas em relação ao sistema, achassem conforto. Apesar de serem facilmente controlados, alguns seres humanos pensavam um pouquinho. Em toda a sua imaginação, chegavam a perceber que havia algo errado, que alguém, certamente, os estava controlando. Bobagem, diziam os mais competentemente manipulado, Não existe nenhuma cúpula do mundo decidindo seu futuro. Mas há, sim. Existe uma cúpula decidindo o futuro, outra determinando o presente e uma última executando o passado. Apesar disso, os donos do mundo não gostam de ser indentificados. Assim, criaram líderes revoltosos: artistas, ativistas políticos, estudantes - pessoas de pouca importância - a fim de alimentar o menos possível todo um futuro de garotos que pensam ser possível mudar o mundo.
23.4.09
19.4.09
11.4.09
não gosto de falar de amor
é engraçado que eu sempre tive a impressão de que as melhores histórias de amor eram aquelas que não aconteciam. as unilaterais, distanciadas, impossíveis. a histórias tornar-se-iam intensas, justamente por serem platônicas. perfeitas em sua falta de substância e, portanto, sem meio de serem destruídas. escritos calmamente por corações feridos, imaginativos, dispostos a não serem usados. o outro seria perfeitamente tudo que sempre foi querido, endeusaria os defeitos que sempre foram escondidos, completaria a solidão.
é engraçado que quando o amor não se realiza, o outro sempre se torna cada vez mais perfeito. distante, sem muito contato, pode-se imaginar qualidades infinitas, histórias paralelas que nunca aconteceriam. solitariamente, todos os defeitos se apagam, rabiscam-se qualidades inventadas. perfeição de uma maneira que nunca seria possível de acontecer.
quando eu era criança, eu tinha a impressão que o relacinamento em si não teria a menor graça perto da conquista. o legal era sofrer, sonhar acordado, escrever cartas apaixonadas sem respostas, esperar pela retribuição. e depois? depois seria tudo muito chato. o feliz pra sempre dos contos de fadas deveria ser demasiadamente enfadonho.
mas depois de um tempo a gente cresce. percebe que escrever cartas sem resposta é muito chato. ficar esperando é muito chato. sonhar acordado é perda de tempo.
depois de um tempo, a gente só quer alguém pra chamar de nosso. e que nos chame de seu em troca. independente de perfeições.
10.4.09
Que coragem a dos suicidas! Deixam tudo para trás com a certeza latente de que realmente nunca fariam absolutamente nada além da podridão já concretizada. Deixam todos para trás certos de que são substituíveis o bastante para entes o mais queridos que sejam. Que coragem de admitir a inutilidade humana! Que coragem de admitir - para si e principalmente para o mundo - o quanto somos todos mesquinhos e patéticos e como simplesmente não merecemos simplesmente repousar nosso peso sobre a terra. Que coragem de mostrar o quanto somos todos realmente iguais no desespero de vivermos todos juntos nos corroendo aos poucos como os verdadeiros canibais insaciáveis que somos. Que coragem de assumir o animalesco. Que coragem de, finalmente!, tomar o controle da própria vida.
6.4.09
Ó, ó: agora você pode dizer o que pensa sobre todas as desumanidades que assolam seu lindo paisinho e torcer pra que alguém faça algo. Praticamente caridade.
E, sim, eu já escrevi o que eu penso. Duvidando muito que algo mude, mas escrevi.
E, sim, eu já escrevi o que eu penso. Duvidando muito que algo mude, mas escrevi.
2.4.09
25.3.09
quem é você?
quem é você?
há duas semanas a professora de direção de arte passou um trabalho de trazer ou fazer alguma coisa que nos representasse. o legal dessa matéria é que é uma optativa pra vários cursos, então tem gente da artes plásticas, cênicas, dança, letras, arquitetura, midialogia* e afins. eu fiz uma "escultura" de algo que eu achava que me representava, baseado no que meus amigos me disseram sobre mim. e qual não foi minha surpresa ao descobrir uma sala de uns 30 artistas cheia de gente que se representa através de seus gostos e suas ocupações. fiquei nauseada. saí da sala chocada. artistas pensando desse jeito. ARTISTAS!!
uma coisa que eu acho impressionante é como as pessoas não sabem se representar. ao perguntar para alguém "quem é você?" ela se esconde atrás das grades dos gostos e da profissão. como se uma banda vá dizer quem ela é... pode dizer o tipo de ambiente que ela freqüenta ou a maneira como ela se veste - se isso -, mas isso nunca vai traduzir atitudes, aspirações, traumas, visões de mundo. eu gosto de maquiagem, histórias de realismo fantástico, sorvete, in extremo e crucifixos. o que isso diz sobre mim? o que isso REALMENTE diz sobre mim? eu também sei fazer bijuterias um pouquinho, sei desenhar um pouquinho, sei mexer no photoshop um pouco mais, sei tirar fotos bonitas e escrevo razoavelmente bem. o que as coisas que sei fazer dizem de mim? eu quero trabalhar com cinema. o que você me diz agora? o que você sabe sobre mim agora?
outra coisa nauseante é como as pessoas tentam se mostrar. ao fazer um trabalho "representando" si mesmas, elas logicamente vão atrás das suas melhores características, aquelas que querem exibir. elas se moldam do jeito que gostariam de ser, do jeito que se planejaram, que construíram. elas mostram esse lado moldado e novo e falso para as pessoas. elas vendem um produto podre - carne em decomposição das feridas e traumas de anos e anos -, revestido do papel colorido e cintilante que é a máscara fabricada calculadamente por décadas observando a melhor maneira de se apresentar ao público.
acho que ninguém pode ser completamente honesto falando de si mesmo. eu não sou. eu omito muitas coisas que prefiro que ninguém saiba. e tenho certeza absoluta de que todo mundo é assim. depois de conviver consigo mesmo durante toda a vida, o tempo todo, conhecendo todos os seus podres, todos os seus erros, acho bastante improvável que as pessoas se gostem por completo.
mas isso é post pra outro dia. no dia que eu vou convencer todo mundo a se matar - ou, mais provavelmente, a me matar.
*midialogia é o curso que eu faço. perguntem ao google, não a mim.
23.3.09
8.3.09
Assinar:
Postagens (Atom)