24.10.06

Há muito tempo atrás, numa galáxia não muito distante, um grupo de cientistas deu início ao projeto Adão, que tinha por objetivo criar seres humanos perfeitos a partir da aceleração do processo de evolução. Isso foi em meados do século XXI, quando o mundo todo estava muito empolgado com o projeto genoma, que traçava o perfil genético de todas as coisas. A idéia de homens perfeitos surgiu a partir do desastre que o antigo planeta terra tinha se tornado, tanto ecologicamente quanto politicamente. Cem anos e muitas esperiências fracassadas depois, surgiram os quatro seres humanos perfeito~s. Tão perfeitos, inclusive, que ganhamos uma classificação taxonômica diferente: Homo sapiens plus, a evolução dos seres humanos!

Éramos quatro irmãos. Clones, diga-se. Fomos criados juntos na Nerv, base onde aprendemos toda a cultura e ciência. Quando chegamos aos 18 anos, fomos liberados para o mundo real a fim de fazermos uma diferença. Todos olhavam nossas testas avantajadas com enorme admiração.

Este fantástico mundo novo causou reações diferentes em cada um de nós. Lázaro, o mais emotivo, ficou cada vez mais triste com a situação do planeta e das pessoas e enchergava já os mesmos desastres que acometeram a antiga terra. Justino previa os mesmos problemas, mas prometeu fazer alguma coisa para salvar toda essa gente e esse lugar exuberante. Nero também achou tudo muito bonito. Bonito demais, até, para aquela gentinha atrasada. Eu? Achei tudo lindo também. Sabia que haveria problemas, certamente, mas nada que não pudesse ser resolvido.

Lázaro não maiu mais da Nerv. Entristeceu-se tanto que parou de comer. Quando finalmente morreu, foi uma imagem dantesca: pele, ossos e testa. Ninguém deveria morrer assim.

justino tornou-se bastante popular. Criou ONgs, organizou eventos de caridade, protestou contra opressores, até que um dia elegeu-se presidente com uma maioria esmagadora de 98,5% dos votos. Todos acreditavam em nós!

O problema foi Nero, ganancioso como sempre, invejou o poder de Justino e brigava com ele, dizendo que as pessoas não mereciam seus esforços. Juntou um bando de admiradores com mentes doentias como a dele e fundou a Estrela da Morte. Eles davam muito trabalho a Justino, mas eu sei que vão se arrepender no final. Caso isto não ocorra, tenho certeza de que meu irmão dará um jeito neles, já que nunca gostou de pessoas más.

Quanto a mim, tratei de tornar-me imortal e estou aqui escrevendo, fazendo o que faço de melhor. Através das palavras, ninguém vê minha protuberante testa, só minhas idéias, marca real da minha evolução.

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Essa foi a redação do simulado hoje. Eu tenho um orgulho especial dele ^^

14.10.06

Eu não tenho pessoas o suficiente para um top dez, nem mesmo para um top 5, então vou fazer um top três mesmo das...

Pessoas que se Venderam


Nesse Top 3 vamos só falar de música porque é no que eu tenho tempo pra prestar atenção (e porque não teria espaço para mais nada). Eu estou com preguiça de pesquisar foto, então se não souberem quem é, procurem vocês mesmos. O Google está aí pra isso.
Bom, vamos lá:

Terceiro Lugar:
Shakira
Eu gostava da Shakira. Tenho até o CD de quando ela começou a ficar ruim, o Laundry Service. Essa foi a época que ela começou a cantar em inglês com voz enguiçada e pintou o cabelo de loiro para vender para os americanos. Estourou, claro. Antes ela dançava dança do ventre nos clipes e cantava com uma voz grossa super bonita em espanhol mesmo. E tinha um cabelo vermelho bem lindo. Agora ela faz músicas com rappers americanos. Hips Don´t Lie é legalzinha, mas enjoa (Odeio hip-hop.)

Segundo Lugar:
Nelly Furtado
Eu não sei nada da Nelly Furtado. Além disso, nunca gostei da voz dela, mas ela tinha muuuita personalidade. Fazia um som único e dava pra perceber na hora que era dela. E era bonitinha sem puxar pro lado sexy. Como não poderia deixar de ser, hoje ela é uma aspirante a diva do black music, iguais a todas as outras. E acho que ela aprendeu a cantar também, porque eu nunca reconheço quando ouço uma música nova dela.

Primeiro Lugar:
Gwen Steffani
Eu não sei se acertei o sobrenome, mas não importa. Meu, pensar que ela foi vocalista do No Doubt me deixa tão triste... Já dava pra perceber em que caminho ela andava com as últimas músicas lançadas pela banda, em especial Hey Baby, que era meio popzinho e repetitivo, mas era mais ou menos o material deles, mesmo. Rich Girl (a primeira música da carreira solo da Gwen de que tive notícia) era bem legal, mas já estava muuuito hip-hop. Mas o que me dizem sobre "My shit is bananas. B-A-N-A-N-A-S!" Ah! Faça-me o favor!!

11.10.06

O menino bonito do outro lado da estação de metrô pegou o seu e se foi.
Não que ela fosse falar com ele, ou que se conhecessem, ou qualquer outra coisa. Afinal, haviam dois trilhos entre eles. Mas olhá-lo era confortante. Como música na rua ou em qualquer lugar, ou cheiro de pão ou biscoitos assando. Por menor que fosse, aquele instante em sua presença fez com que o mundo parecesse um lugar melhor de novo.

10.10.06

Têm noção que os emos viraram tema até de redação de colégio?? Sim, sim! Pré-vestibular ainda! Então eu resolvi escrever um textinho cheio de ironia com "bons motivos" para não odiar taaanto os emos, tadinhos. Pessoalmente, e isso eu não podia pôr na dissertação chata, meu ódio vem com nome. Ódio não, aliás, angústia. Vou contar uma história triste a vocês. Não riam! è verídico!

Quando eu tinha uns 10 anos ou bem mais nova (é, acho que bem mais nova), minha tia casou-se com um homem que já tinha sido casado duas vezes e tinha outros filhos. Um deles se chamava Bruno e era um pouquinho mais velho que eu. Ele era a criança mais fofa da face da terra, sempre deixando minha irmã e eu ficarmos com os melhores bonequinhos (eu ficava com o Ciclopes e a Jean Grey e a minha irmã com a Tempestade e, acho, o Wolverine e o Bruno ficava com o Peter Pan e a Sininho, ou qualquer outro boneco piorzinho), brincava com a gente de tudo... Enfim, era O primo. Eu o amava. Então ficamos uns bom longos anos sem nos ver e, há uns dois anos atrás, tive notícias de que o veria no dia dos pais na casa da minha tia. Então eu, cheia de excelentes memórias, fui toda confiante ver meu adorado priminho. Pois bem. E não é que eu me deparo com uma figura com metade do cabelo branco e a outra metade da cor natural? E não é que ele ficou me olhando feio - mas muito feio mesmo durante todo o tempo que estávamos lá? E não é que ele não me dirigiu a palavra, inclusive quando eu tentei falar com ele?

Pois é, pessoas, depois de um tempo eu descobri (tá, tudo bem, eu o rotulei) que ele era emo e desde aquele dia não consigo mais deixar de olhar torto para todo e qualquer cidadão com colar de bolinhas.

7.10.06

Falta um dia pra PORTOOOOOOOOOOOO!!!
Mas eu não vou a Porto Seguro viver intensamente a putaria de lá. Pelo menos tenho a comemorar minha semana inteira para por meus estudos em dia, arrumar meu quarto e acabar o relatório de estágio não fazer naaaaaada e dormir tarde e acordar tarde. Além disso, segunda-feira chega o cara da banda-larga, instalar aqui em casa e eu vou poder baixar musiquinhas o dia inteira e ouvir felizmente enquanto eu estudo.
Adoro semana do saco-cheio. Essa é a vantagem de colégio caro, imbute todos os feriados ^^

30.9.06

É muito difícil me agradar em termos de cultura. Principalmente livros. Filmes e música, teatro também, às vezes engulo qualquer coisa, mas livro, principalmente porque sou meio preguiçosa e canso de ler coisas que se repetem ou que não prendem muito a atenção realmente são difíceis. Não me levem a mal, eu gosto de ler - adoro! Mas foram bem poucos os livros que li e fiquei triste por acabar de ler porque eu não teria mais aqueles êxtase que eles proporcianavam. Dá pra contar nos dedos de uma mão, acho. (Acho que estou lendo os livros errados. Se alguém quiser sugerir alguma coisa, por favor!)

Mas o que eu tenho lido esses dias me chocou. Tudo bem que não é exatamente um livro, é uma história em quadrinhos, mas tem capa dura e tudo. Faz tempo que estou namorando o volume, na verdade, mas seu preço tem tornado as coisas bastante difíceis entre nós. Então não é que meu irmão aparece em com uma edição novinha comprada num brechó?

Estou falando do Sandman, do Neil Gaiman. Ele é britânico, lógico, como a maioria dos meus escritores favoritos. O personagem Sandaman é o senhor dos sonhos, que sopra um pózinho nos olhos da pessoas para elas sonharem. Os contos (o livro que meu irmão comprou é uma compilação das edições publicadas no primeiro ano, então acho que são doze histórias - uma para cada mês) tratam do mundo dos sonhos, misturando fantasia, elementos do gótico (como eu vejo o próprio Sandman), coisas de outras histórias em quadrinhos da DC (o que li tinha o Constantine e alguns membros da Liga da Justiça, mas quando eu pensei que fossem destruir a história, esses superheróis chatos foram embora) e, lógico, muito onirismo.

Sem falar na arte final, lógico, que são um espetáculo à parte. As capas são lindas, com montagem fotográficas e outros recursos visuais e os desenhos sempre têm algo a mais que apenas a história em si, como bordas e fundos. Perfeito, realmente perfeito.

24.9.06

Eu odeio o verão. Sei que a estação ainda não chegou, mas esse calor está insuportável. Odeio lavar o cabelo de manhã e de tarde estar com ele todo suado e sujo. Odeio suar simplesmente por estar, sem fazer nada. Angustia-me ficar o mais nu possível para fugir da peste e ela estar sempre lá. O calor e as chuvas. Pior do que quente, só quente e úmido, com o asfalto e o concerto úmidos, molhando a barra da calça, deixando marca do tênis em todo lugar... Por mais que a umidade do ar deixe minha pele boa (aliás, a única vantagem da estação quente em relação ao inverno), tudo isso me irrita muito!

Eu, como toda menina fresca e Homo urbanus que sou, tenho nojo de bichinhos. Insetos, em especial. Aranhas não me incomodam, nem lagartixas. Mas mariposas, baratas – as clássicas –, libélulas e aleluias (principalmente aleluias) me dão tanto nojo, mas tanto nojo... Tenho angústia delas voando a dois quilômetros de mim, retorcendo seus abdomens imensos, batendo suas furiosas asinhas e vindo sempre – sempre! – em minha direção! Tenho freqüentemente a certeza de que eles vêm direto no meu cabelo. Uhg!

Queria morar na Europa, onde nada disso existe, nem esse sol estonteante, nem os bichinhos infernais. Mas onde mais eu poderia me decidir entre dois presidentes analfabetos?

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Eu vi os Los Hermanos ontem. Nunca vi tanta gente estranha junta.

17.9.06

Fiquei impressionada com a rapidez com que consegui me inscrever na fuvest. Estou maravilhada até agora. O Liceu Salesiano (escola do programa Sandy & Junior) só é bonito por fora, ainda prefiro o meu, com seus pilares não pinatados.

6.9.06

Pecado Capital


O céu estava nublado, como deveria estar em todos os dias tristes. Acendi um cigarro.

Na época que conheci Luizinho, ele era um sujeito agradável, cercado de amigos. Gostava de mulheres e de bebidas. Não gostava muito de trabalhar. Parecia feliz. Isso era na época em que éramos jovens e a vida era fácil.

Ao passar do tempo, todos arrumamos empregos, formamos famílias e seguimos a vida, como ela tinha de ser. Menos Luizinho, claro, que ainda gostava de mulheres e bebidas e nunca se preocupou muito com dinheiro. Foi fácil ele perder o controle da situação, monetariamente falando. Começou pedindo dinheiro para um amigo aqui, comprando a prazo ali e quando se deu conta, já devia para metade dos amigos e alguns agiotas. Contraia dívidas para pagar outras dívidas.

Nisso, as mulheres – meretrizes de sua “casa de tolerâncias” – começaram a esvair-se, junto com suas promessas de prazer e bons sonhos. Seus amigos tornaram-se temidos credores e o banco já lhe batia à porta. A bebida (deve ter deixado de pagar algumas contas para financiar tais extravagâncias) era sua única companheira. Com ela não sentia dor ou culpa ou vergonha. Acho que era a única coisa que o detinha de pular da janela do apartamento alugado.

Certo dia, o capanga de um agiota foi procurá-lo. Luizinho pediu que voltasse mais tarde. Arrumaria dinheiro. Prometeu para mês que vem.

— Não há mês que vem para você.

Só o encontraram quando alguns vizinhos notaram o cheiro. Tinha sido apunhalado com sua própria garrafa. Aquela, sua amiga.

O céu está nublado, como deveria estar em todos os dias tristes. Jogo a bituca do meu cigarro no chão e a amasso com o pé. Olho para a lápide: “Luiz Braga, 1975 – 2006”.

Não sei quem pagou pelo funeral. Nem sei porque há um funeral.

Começa a garoar. Levanto o colarinho do sobretudo e deixo tudo aquilo para trás.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Devia ter corrido, Luiz, como todos nós corremos.

3.9.06

A melhor parte de Miami Vice é o bigode do Colin Ferrel. Me surpreendi de não ter sonhado com ele.
Não assistam Miami Vice, nem os meminos que estavam comigo gostaram e eles queriam ver Veloses e Fuirosos. Avisei pra ver Casa Monstro, mas nããão...

27.8.06

O foguete voou tão alto. O mais alto de todos! Mas o pára-quedas não abriu. Caiu de bico no chão. Nunca mais será o mesmo.

24.8.06

Um pensamento sinistro (enquanto eu estou no PC da escola, trancada para fora da aula, sem meu material) (eu deveria estar estudando):

Será que os negros sentem mais calor que os brancos?

Isso não é uma pergunta racista. Penso isso porque a cor preta absorve mais luz (logo, fica mais quente) que as cores claras.

Estou estudando muito. Só consigo fazer comentários e piadinhas nerds...

20.8.06

Depois de ter visto meu amigo gordinho e cabeludo dançando I Will Sorvive sem camisa, pensei que tinha visto o mais espantoso daquela noite.

Logo mais chego em casa e descubro que minha prateleira caiu. Sim, senhoras e senhores! Só meus livros de escola (uns 8 ou 9 volumes únicos, mas uns 5 ou 6 técnicos fininhos e alguns cadernos) fizeram uma prateleira inteira, posta há apenas um mês ou dois cair ao chão. É o peso do saber...

19.8.06

Eu vi o Cirque du Solei e vocês não. Rá!

Eu fui no MASP também, ver uma exposição de uma tal de Degas que tinha medo de mulher, mas depois de ver um montão de palhacinhos e trapezistas e malabaristas e música ao vivo (sim, sim!) nada - mas nada meeesmo - importa.

14.8.06

Eu vi um sapato por R$1.500,00.

Apesar disso, O Iguatemi de São Paulo continua lindo.

9.8.06

Ela é feia e mora longe.
Larga ela! Fica comigo!

6.8.06

Até que a revisão não está tão ruim assim. Bom, ainda é a primeira semana.
Hoje, depois de estudar (resolvi descansar na sexta e fazer tudo hoje - sábado), lá pelas 22h, olhei para os lados e indaguei ao infinito:
- O que faço agora??
É, cara, vai piorar ainda, e muito...


Um pensamento sinistro: por que os fãs de Kiss não se vestem iguais a eles normalmente? Faria o mundo mais divertido e colorido.

30.7.06

O último post das férias

Para comemorar o fim do tédio, daquela imensa vontade de não fazer nada, do nada para fazer efetivo. Para comemorar o início do stress, do muitíssimo que fazer, da falta de tempo. A volta do caos, das dores constantes, do esforço máximo aparentemente por nada.

Nunca gozei tanto do ócio. Nunca, tenho certeza, sentirei tanto a sua falta...

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Sou uma vestibulando de verdade agora.

27.7.06

A maioria das minhas roupas foram doadas. Tenho duas tias que limpam o armário de vez em quando e minha mão tem uma amiga que, apesar de ser alta e magra, veste o mesmo número de calça que eu. Hoje chegou uma sacolada dessa amiga da mamãe que, além do manequim, tem o mesmo nome que eu! Faz tanto tempo que eu não compro roupa pra mim... Eu não estou reclamando, claro, porque eu O-D-E-I-O provadores. Provadores são espaços claustrofóbicos onde perde-se dentro de si pela quantidade de espelhos. Medonho...

25.7.06

Ganhei um mural magnético enoooooorme!!



O problema é que não sei o que colocar nele...